Scarlett Johansson acena para fotos na première de "The other Boleyn Girl"
Rivais no filme, amigas na vida, Scarlett Johansson e Natalie Portman sorriem
Em clima descontraído, Scarlett Johansson, Natalie Portman e Eric Bana
Scarlett Johansson e Natalie Portman em conferência de "The Other Boleyn Girl"
Natalie Portman chega à conferência de "The Other Boleyn Girl" (A Outra)
Eric Bana vive o Rei Henrique 8º no filme "The Other Boleyn Girl" (A Outra)
The Other Boleyn Girl": Scarlet Johansson, Eric Bana e Natalie Portman
Scarlett Johansson e Natalie Portman
apresentaram uma versão sexy à tortuosa vida das irmãs Bolena e o
veterano Andrzej Wajda mostrou sua versão sobre um fato histórico em
"Katyn" no sprint do Festival de Berlim, que amanhã realizará a
entrega dos Ursos.
"The other Boleyn Girl" e o filme de Wajda, sobre o massacre de
oficiais poloneses pelos soviéticos, chegaram à Berlim fora de
competição, mas com um potencial midiático superior a "Ballast", o
filme que fechou hoje a apresentação dos 21 concorrentes.
Scarlett e Natalie, Mary e Ana Bolena, respectivamente, mais Eric
Bana no papel do rei Enrique VIII da Inglaterra, que tem filhos com
uma e outra, em detrimento da genuína rainha Catalina - vivida pela
atriz Ana Torrent -, foi um desfile de beleza ideal para o tapete
vermelho.
"Qualquer um se sente como um rei trabalhando com elas", afirmou
Eric Bana, explicando que sua personagem se envolve com Mary, "um
doce raio de sol", e Ana, "um desafio".
Da delicadeza da primeira, Enrique VIII passa à provocação de
Ana, que primeiro obriga o Rei a mandar Mary outra vez ao campo,
apesar de ter acabado de dar à luz, depois a desfazer-se de Catalina
e finalmente romper com Roma.
"É um filme de mulheres poderosas, cada uma à sua maneira, que
rompem os planos manipuladores impostos pelos homens", resumiu
Natalie Portman. De gravidez em gravidez, Ana faz intrigas, até
acabar decapitada.
O filme sobre as irmãs Bolena retrata as leis ainda medievais,
que possibilitavam às Bolena entregarem cada filha que vinha ao
mundo em troca de um descendente masculino no palácio.
O novato Justin Chadwick, diretor do filme, levou ao tapete
vermelho seu trio de estrelas, enquanto Andrzej Wajda impactava a
platéia com sua recriação de um capítulo importante da História
mundial: o massacre de 22 mil oficiais poloneses, após a invasão do
Exército nazista à Polônia pelo oeste e do Exército soviético pelo
leste.
"Os poloneses estavam totalmente desorientados e não reagiram.
Não sabiam sobre o pacto entre Hitler e Stalin", explicou Wajda.
Enquanto os soviéticos capturavam os oficiais e os matavam um a
um, os nazistas enviavam os intelectuais poloneses aos campos de
extermínio.
"É a história de mulheres como minha mãe, que durante anos
confiaram no retorno do marido, enquanto os soviéticos apagavam
provas de seu massacre", explicou Wajda.
De viúvas que esperam por maridos que nunca voltarão, mães que
vêem o filho em outro soldado que conseguiu retornar, irmãs que
lutam para colocar na lápide a data exata em que seu irmão foi
assassinado, compõe-se "Katyn", candidato ao Oscar de melhor filme
em língua estrangeira.
"Durante os anos da Cortina de Ferro foi impossível fazer esse
filme. Somente anos depois reuni o material e as forças", explicou.
"Katyn" segue levantando polêmica na Rússia atual, visto que o
filme não estreará no país até o fim da campanha eleitoral. Até a
dissolução da União Soviética, Moscou sustentou que os autores do
massacre foram os nazistas, enquanto a propaganda de Hitler
instrumentalizou a tese do horror soviético.
Entre os densos filmes apresentados, "Ballast", um drama familiar
passado no Mississpi e dirigido por Lance Hammer, quase passou
despercebido. A produção é considerada por muitos como séria
candidata ao Urso de Berlim.
Hammer foi premiado no Festival de Sundance pelo mesmo filme, que
conta a história de três personagens - uma mãe, um filho adolescente
envolvido com "gangsters" - mais o proprietário e vizinho da casa
onde vivem. Um ato violento desencadeia velhos e novos conflitos.
Espera-se que o júri presidido pelo diretor Constantín
Costa-Gravas dedique a "Ballast" (que em português significa
"lastro") a atenção que merece.

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