Em nota distribuída à imprensa no último domingo (4), Antônio Dantas, 69, pede desculpas pelas declarações.
Para justificar o mau desempenho da instituição no Enade, avaliação dos cursos superiores, Dantas havia dito que os estudantes baianos tinham "déficit de inteligência" em comparação com os de outros lugares e que sofriam "contaminação" por causa do sistema de cotas.
MP-BA apura se afirmações do professor Dantas, 69, são racistas |
"Por força de um estado emocionalmente comprometido e por uma profunda tristeza, uma irritação incomum e um assomo de destempero arrastaram-me a uma manifestação inadequada, da qual expressamente me redimo", diz o texto.
"Ela não reflete o que vem do meu íntimo, não traduz o meu pensamento, o que, aliás, vem sendo reconhecido e externado pelas pessoas que me conhecem."
Em alguns trechos da nota, o professor afirma que as declarações foram dadas por pressão de jornalistas - como quando disse que o berimbau, um dos símbolos da Bahia, é o "típico instrumento de quem tem poucos neurônios". "Fui incisivamente indagado por jornalistas acerca do meu gosto musical, o que certamente foi feito para criar polêmica", justifica.

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