Em entrevista, o cineasta espanhol Pedro Almodóvar contou como conseguiu tirar proveito de seus males para criar um novo filme. Dos freqüentes ataques de cefaléia e de fotofobia (sensibilidade à luz), o diretor tirou a inspiração para "Los Abrazos Rotos".
| Andrea Comas/Reuters |
| Cineasta espanhol Pedro Almodóvar relata filmagens de novo longa-metragem em blog |
"Vivi por meses como prisioneiro de um quarto escuro: não podia acender a luz, nem ver DVDs ou escrever usando o computador. Um verdadeiro paradoxo para um diretor que ama as cores acesas e vivas em meio aos refletores", conta Almodóvar à mais recente edição da revista Ciak.
O espanhol conta que podia somente fantasiar e assim concebeu seu novo filme "Los Abrazos Rotos", "sem nenhum elemento autobiográfico, nenhuma dor de cabeça nem intensas terapias neurológicas [como aconteceu com ele]".
"É, na verdade, um romanesco filme de amor e de dolorosas traições, em que a escuridão terá um papel determinante para a protagonista Penélope Cruz", continuou.
No filme, Penélope vive uma dupla vida, como mulher da dor, morena e sofrida, mas também como uma moça espirituosa, popular e bonita.
Blog
No final de março, Almodóvar abriu um blog na internet, no qual pretende relatar passo a passo a concepção de "Los abrazos rotos" ("Os abraços cansados", na tradução livre).
A nova página de Almodóvar mostra fotografias da preparação do novo filme, nas quais é possível ver algumas atrizes como Penélope Cruz e Blanca Portillo ou o diretor escrevendo.

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